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Expressão da Imaginação

Aqui solto a minha mente, para que ela possa sobrevoar os céus dos sete mares. Não posso especificar ao certo o que vou abordar aqui, pois a vida é tudo menos previsível. Mas fica um pouco e deixa te perder...

Expressão da Imaginação

Aqui solto a minha mente, para que ela possa sobrevoar os céus dos sete mares. Não posso especificar ao certo o que vou abordar aqui, pois a vida é tudo menos previsível. Mas fica um pouco e deixa te perder...

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Simplesmente, amor.

jacob-rank-111924.jpgAmor… Quatro letras que, juntas, são tão difíceis de definir. Amor… Aquele sentimento arrebatador… Aquela sensação de te roubarem o coração… Os batimentos rápidos, e as pausas repentinas. As borboletas na barriga, e os sorrisos brilhantes. Amor é tanto e tão pouco, tudo e nada, no mesmo momento, no mesmo lugar, mas também no mundo inteiro, e por onde houver vida a passear. Amor é mais forte que tudo, até mais forte que a força suprema dos céus. Não digo isto no sentido de que une ambas as partes de tão forte que é, isso até pode nem sempre acontecer. Mas no sentido de que é capaz de tudo pelo simples ato de amar tanto alguém, isso sim, seja proteger, seja ajudar, seja o que for, amor é força, amor é amor. Amor é a coisa mais pura, mas não está livre de se tornar ruim. Amor é bom e mau. Amor é brilho e escuridão. Amor jamais terá medida ou dose certa. Amor é pequeno. Amor é grande. Amor é incondicional. Amor é ao nosso jeito, e ao jeito do nosso coração. Amor é livre e não olha a cores, tamanhos, géneros e defeitos. Amor é tudo o que a gente precisa. Amor é lindo na sua grande maioria. Amor é orgulho, é apoio, é expressar incessantemente. Amor é dor, desgosto e preocupação. Amor tem todos os ingredientes, e não importa se os consideramos benéficos ou prejudiciais. Amor é perfeito do seu jeito imperfeito. E vem em todos os meios… Amor pela mãe, pelo pai, pelos irmãos, pela família. Amor pelos mais próximos, amor pelos mais distantes. Amor por quem nos encanta, amor pelo que vemos, amor pelo que cheiramos, amor pelo que sentimos… O amor está por todo o lado, desde que o deixemos entrar. E ó como é bonito! O gesto de simplesmente amar…

 

Photo by Jacob Rank on Unsplash

Vivências.

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O futuro é assustador. Já viram como no modesto espaço de um ano tanta coisa pode mudar? Vamos crescendo e tendo de decidir por ele, quando ele é imprevisível e dono do seu próprio nariz. Em pequenos limitamo-nos a brincar e aproveitar esses momentos ao máximo. Sonhamos em ser adultos e sabichões, ser livres e podermos ter tudo aquilo que agora não podemos. Mal sabemos nós que, quando pequenos, aí sim, somos os mais livres e os mais sábios. Os mais livres… Pois a nossa pequena mente é tão surpreendente, somos capazes de ver o que mais ninguém vê, enchidos de ousadia como mais ninguém tem. Os mais sábios… Pois jamais alguém consegue viver tão vazio de preconceitos, tão vazio que regras, tão vazio…. Mas tão cheio! Cheio de amor. Ó dócil coração… Ensina-me a ser melhor!

O futuro é assustador. Todos os dias há algo novo, algo a mais para aprender, algo absurdo que pensávamos que jamais viríamos a ver. Crescemos e temos de tomar decisões nas quais jamais tínhamos pensado, e nas quais ninguém nos havia aconselhado. Passamos por fases, hoje é a área que temos de escolher, amanha é o curso, a instituição, o que queremos ser. De seguida, quando nos apercebemos, lá estamos nós, de currículo na mão, há procura do melhor emprego... Rapidamente queremos assentar, encontrar alguém que nos mime, com quem possamos partilhar alegrias e tristezas e talvez até formar uma família! Tentamos controlar tudo mas não controlamos nada. O controle é fruto da nossa mente. Mas será mesmo?

O futuro é assustador. Calculamos a altura mais adequada para a família crescer, a casa mais em conta, as nossas perspetivas vão mudando, e ao mesmo tempo o mais trágico começa a acontecer. Vamos perdendo entes queridos, vamos perdendo os que nos educaram e nos viram crescer. Percebemos o quão frágil a vida é, e perguntamo-nos se vale a pena realmente viver… A idade vai aumentando, e assim as nossas fragilidades vão surgindo. Contamos os dias para ver os filhos crescer e nos deixarem, para rapidamente rezarmos para estar cá na próxima etapa.

O futuro é assustador. Tudo tão rápido, sem dó nem piedade. Hoje estamos cá, amanhã não estamos. Hoje somos ricos, amanhã nada temos. Hoje vivemos cheios de memórias, rodeados pela família, enquanto que amanha a solidão agarra-nos, e as memórias, tão distantes, começam a deixar-nos e tudo começa a perder o seu sentido. Como eu queria ser aquela menina no berço a chorar para que os papás me levassem de carro e eu dormisse uns soninhos! Como tudo o que era simples vira complicado! Como o tempo não perdoa, e trás a morte do seu lado.

Uns dizem para viveres cada momento ao máximo, outros são adeptos de darem um passo de cada vez. Só digo que é preciso equilíbrio, para isso e para tudo. Esta vida é um jogo perdido do qual jamais saberemos o próximo destino. Mas não podemos desesperar, temos sim que continuar a jogar. Por mais que percamos sempre teremos o nosso próprio recorde, e só esse devemos valorizar. O futuro é, realmente, assustador. Mas mais assustador que isso é não ter a oportunidade de o conhecer melhor.

 

Photo by Jake Thacker on Unsplash

Num meio desastroso.

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Desastroso o meu gosto. Aventuro-me por algo sem nexo, julgado e criticado por todos. Os meus interesses diferenciados, distinguem-se do correto. Venho por este caminho, vivendo a minha vida, onde só respiro e nada me anima. Queria virar para a estrada principal, mas em vez disso continuo por este atalho fingindo que “sei viver”. Mas eu não conheço os percursos possíveis, muito menos onde eles se direcionam, e se me atrevo por onde não devo ainda acabo numa colisão fatal, com alguém que foge e em mim embate.

Desastrosa a minha mente, que não se decide. Segue em frente, volta a trás, nunca sabe por onde ir. Agarra-se ao que não deve… Acho que se observarmos bem ela está numa redoma, uma redoma que a prende no passado quase por inteiro. A pergunta é… Como viver o dia de amanhã, se continuamos a vaguear nas memórias de há cinco anos?

Desastroso o meu coração. Sente de mais e não se controla. Parece uma bomba atómica. Nada lhe escapa, dos detalhes ao que está esfarrapado na sua cara. É difícil ser assim. Perceber tudo e nada, olhar ao insignificante e dar-lhe a importância que este sempre desejou, mas jamais ganhou. Mas o seu batimento permanece, forte e corrido, sempre naquele nervoso miudinho que acelera, acelera…

Desastrosa esta vida, que não nos trás qualquer sentido, nem resposta alguma… Nasce, estuda, trabalha, e morre. Faz algo que gostes e que te traga dinheiro. Vivemos no mundo onde o nosso deus e senhor rei é o dinheiro. Só para os mortos encontramos o verdadeiro. Mas se calhar esta salganhada toda é supostamente isso mesmo, uma salganhada. Ela diz-te para seres diferente, para te atreveres e te encheres de ousadia. Diz-te para seres indeciso, para escolheres um bolo hoje e um salgado amanhã, para que experiencies um pouco de tudo e não deixes nada escapar. E ainda te diz que os detalhes é que contam, pois à última da hora, são esses que o teu coração te trás à memória…

 

Photo by rawpixel.com on Unsplash

Feitiço platónico.

joshua-earle-183442.jpgPlatónico. Assim defini aquele sentimento. “E o que defines por platónico?” Algo inalcançável. Um sentimento por um mundo desconhecido que jamais será nosso. Chão em qual jamais poderemos pousar os nossos pés, ou sequer respirar do mesmo ar. Apenas percebi isso tarde demais.

O que começou da forma mais estranha tornou-se uma alegria, cheia de aventuras e viagens ao espaço. Ao mínimo detalhe, eu que sou fã dessas pequenas coisas, endoidecia rapidamente. Acho que mais que platónico era como se te idolatrasse. E meus amigos, eu não aconselho! Mas para mim parece difícil não colocar num pedestal aqueles que mais amo. São os imperfeitos que reinam os planetas da perfeição! E eu tonta, caio nos seus reinados, como fiel súbdita que jamais será seja o que quer que for para além disso.

Sim, parecia tudo um mar de rosas, um paraíso, o céu visto pelos nossos pequenos olhos quando não está cercado de poluição luminosa. Mas não durou para sempre. De tantas viagens ao espaço os foguetões começaram a falhar, mas eu teimosa, não deixei de tentar. As alegrias viraram espadas que o meu coração perseguia. O ar começou a escapar, comecei a sufocar… As espadas começaram a ferir-me, comecei a sangrar…

Hoje não sei o que aconteceu. Pergunto-me porquê? Porquê eu? Vivo nesta agonia numa cama de hospital, agarrada a memórias perdidas que só me fazem mal. É tudo confuso e está bem misturado, como um baralho de cartas pronto para ser jogado. A única coisa que ainda entendo é que endoideci. Por amor, endoideci. Por amor, perdi o juízo e agora não sei como recuperá-lo. Ao que parece, quando se trata de feiticeiros, não podemos enfeitiça-los.

 

Photo by Joshua Earle on Unsplash

Pedidos de amor.

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Gostava de perceber a beleza no olhar de quem ama. Gostava de perceber o abraço de saudade, de quem não consegue mais viver separado. Gostava de saber demonstrar como adulta que sou, e não deixar recados no “post it”, colados no frigorífico, acabando sempre agarrados por ímanes ao fim de certo tempo.

Gostava de perceber este sentimento tão forte, capaz de ir contra tudo e todos. Gostava de perceber a força de quem ama, e faz tudo por quem trás ao peito. Gostava de fazer um gesto bonito e doce a quem amo, em vez de manter a distância, permanecer no meu canto. Em vez de me retirar e fugir de rabinho entre as penas quando vejo todo o meu ser a negar qualquer força maior.

Falo em amor, falo de sentimentos fortes, profundos, mas acima de tudo bonitos e sinceros. Gostava de viver no vosso mundo, onde se exprimem e se apaixonam. Apaixonam-se pelo que veem de bonito, e pelas sensações maravilhosas que são transportadas numa maré de amor. Apaixonam-se por doces palavras, mas ainda mais por atitudes que mostram o seu real significado. Quando falo de amor, não é simplesmente amor. Amor aborda tanto, qualquer pessoa pode amar seja o que quer que for. O amor está em todo o lado e rodeia-nos constantemente, seja na família, nas amizades, no conhecido e desconhecido.

Um dia espero chegar a este espaço, onde no meio de tanta tragédia há um abraço apertado, um beijo na testa, um “vai ficar tudo bem”, mas acima de tudo, alguém do meu lado. Alguém do meu lado ao qual eu me possa expressar e provar que também guardo um coração dentro de mim. Por muito bloqueado que esteja, ele é sim muito sentimental, e mais tarde ou mais cedo estará pronto para amar assim, incessantemente.

 

Photo by Kelly Sikkema on Unsplash

Uma escalada parada.

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Sobre os últimos anos pouco posso dizer. Parecia que estava no rumo certo, a escalar a minha grande montanha que me levasse ao topo, que me levasse ao meu auge, onde eu encontraria a melhor versão de mim graças a tudo aquilo que haveria perseguido. Mas apesar de me encontrar nessa mesma montanha, tal como seria esperado, nestes últimos anos não tenho feito o meu desejado percurso. É como se tivesse tropeçado em algum momento, e por pouco não caí colina a baixo, onde tudo poderia ter acabado rapidamente. Mantenho-me presa por um fio, e que fio! Fino, mas forte, mais forte que eu, mais forte do que algum dia eu poderia vir a ser. Um fio tão forte que me faz olhar para ele cheia de inveja. Porque é que algo tão pequeno e aparentemente frágil, tem a força inimaginável que eu sempre precisei? Será que isto é um sinal de que devo acreditar em mim? Será que é um sinal de que eu consigo, e nele vejo um mero reflexo da minha força? As hipóteses são várias. As que aqui descrevo, encantadoras até. O problema é conseguir acreditar nelas, ou numa apenas que seja! Não sei se me sinta segura com a força dele, pois não sei quanto tempo irá durar. Não sei se me consigo repor a tempo, antes que ele ceda, pois cansei-me de tanto tentar. É desesperante vermo-nos à beira da tragédia. Ver como tudo pode acabar em meros segundos, por nossa culpa apenas. Queria ter coragem, coragem para me levantar, coragem para me agarrar nestas rochas em vez de continuar a pairar. Não sei se tentei arduamente sair desta situação, seguir em frente. Mas sei que poucas energias me restam, poucas ou nenhumas. Sei também que me deparo constantemente com o desespero de puder cair. Mas a minha fé mantém-me sã. A esperança de puder sobreviver e chegar ao topo como sempre quis talvez me venha a dar a força necessária para subir. Ou no momento certo um forte sopro do nosso amigo vento irá me ajudar. Mas se há algo que eu pude fazer enquanto por estes ares foi refletir. Refletir sobre tudo um pouco e um pouco de tudo. E hoje percebo porque não alcancei o topo, porque fiquei anos aqui bloqueada. Porque a minha ideia de topo estava errada…

 

Photo by Martin Jernberg on Unsplash

Paredes sozinhas.

jelleharmen-van-mourik-226508.jpgPor vezes desgastada, refugiu-me no meu canto para desabafar um pouco. Desabafo com as paredes, conto-lhes segredos que jamais ninguém ouviria. Conto-lhes bonitas histórias de amor, mas também lhes falo de batalhas perdidas. Batalhas perdidas como esta vida corrida. Como lutar contra o que é natural? Lutar contra o que é lei? E assim choram as minhas amigas. Choram de desespero e fazem-se ecoar por corredores. Mas também oiço as suas risadas… Oiço gargalhadas que espalham felicidade pelo simples gesto de receber uma flor. Oiço gritos que me assombram cada vez que me deito. Oiço conselhos que me mantém de pé. Oiço o que há de bom e de mau nas memórias de uma casa vazia. Oiço histórias que jamais contaria, assim como oiço contos de alegrias tão puras que nem a mais perfeita sinfonia descreveria. As lágrimas escorrem pelo meu rosto. Quanto seria tudo aquilo que paredes intactas guardariam! A resposta não sei, mas às paredes desabafo, e a elas me mostro. No canto de uma divisão gelada, mantenho-me firme por vezes, enquanto noutras sou derrubada. Ó solidão! Qual é a tua tormenta? Mostras o teu poder e como ele apenas aumenta. As minhas amigas permanecem imóveis, presas ao único espaço onde poderiam pertencer. E eu choro de agonia. Ó solidão, como me fazes sofrer!

 

Photo by JelleHarmen van Mourik on Unsplash

Memórias que te entrego.

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Num testamento deixei-te dezenas de cartas que pensei jamais serem entregues. De todas as vezes que abri o meu coração acho que esta foi a mais difícil. Nunca eu pensaria que um dia terias acesso a todas estas palavras que eu considerava inalcançáveis ao teu mundo. Quase como se o que eu escrevia estivesse numa outra dimensão à qual tu não poderias aceder. Mas hoje chegou o grande dia em que te permito ler. Permito-te ler tudo, um pouco daqui e um pouco dali, e permito-te que fiques com todas as versões originais. Não me fazem falta. Quero seguir em frente, seguir um rumo onde tu nunca exististe. Onde eu não sei sequer pronunciar o teu nome. Quero esquecer-me que exististe e que eu te dei tanto sem nada receber. Não que isso seja mau, não me arrependo do que dei, só tenho pena de ter gasto todos os meus recursos emocionais em alguém que os desprezou. Não só os desprezaste como te trancaste perante eles, de forma a evitar a sua entrada e qualquer encontro vosso. Por isso hoje quem tranca a porta de casa, com medo de ser assaltada, sou eu. E assim como a tranco, coloco a tua tralha do lado de fora, para me libertar de tudo de ruim que restou de ti. Quando te arrependeres será tarde. Quando te arrependeres só poderás recolher as tuas coisas e deixar aquela lágrima, que manténs presa na tua face há anos, finalmente cair até ao chão. E perceberás que é tarde demais para tentativas falhadas de roubar o meu precioso coração. A porta fechou-se e com ela todas as tuas hipóteses. Sigo um novo rumo onde não sei quem és, mas ontem sabia que eras tu quem chorava perante palavras perdidas, encontradas num testamento que depois de aberto jamais será fechado. Hoje sei que a alguém dói o coração, mas não consigo sequer dizer o seu nome ou lembrar-me da sua face. Memórias que hoje magicamente estão distantes, sem elas sigo um rumo onde sou eu mesma, sem tirar nem pôr, com os recursos recarregados, e no peito um certo fervor.

 

Photo by Elena Ferrer on Unsplash

Sobre mim.

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Olá, sou a Helena. Este é o meu espaço, onde me expresso e sossego o meu eu interior. Sou uma pessoa como qualquer outra, com problemas e alegrias, desastres, tragédias, mas também sinfonias de uma vida que não pede nada mais do que ser vivida. Mas se há algo que podem descobrir através deste espaço é o quanto eu gosto de escrever e de partilhar. Procuro conforto em palavras que vagueiam nas minhas entranhas, que procuram uma saída e um caminho a direito. Então eu escrevo, para as soltar de mim mesma, para lhes dar o alento que elas precisam, ou pelo menos, deixo-as tentarem a sua sorte. Nem sempre corre bem, por vezes misturam-se com quem não devem acabando por não fazer sentido algum. Mas no final do dia estou bem comigo mesma porque sei que tentei ajudar. Sei que fiz algo por uma causa maior.

Procuro sempre uma música, uma que naquele momento consiga sussurrar ao meu ouvido. São sempre sussurros para ajudar o que prendo dentro de mim. E no meio da melodia, lá vem palavra por palavrinha, dançando e sapateando até à desejada saída, entrelaçando-se umas com as outras, formando a sua própria coreografia. Talvez seja esta a importância da música para mim.

E no meio de diferentes planetas e fantasias que alimento, aqui estou eu, como sou. E como sou eu? Sou uma moça como qualquer outra, mas única por dentro e por fora. Sou fruto do que me rodeia e do que me rodeou, sempre pronta a ser mais do que fui, e menos do que serei. É difícil eu sei, mas palavras bonitas ficam sempre bem, e dão alento a quem não tem ninguém.

No meio da solidão são as minhas próprias palavras que me acolhem, são elas que me abraçam e aquecem o coração. Porque na vida só temos a nossa pessoa, é a única que se mantém, todo o resto vai e vem. E será por isso que desesperamos? Não sei, mas conheço o desespero. Só me resta chegar a amanhã e continuar a minha viagem chamada de vida, partilhá-la com aqueles que comigo se cruzam, para um dia estar cheia, cheia de tudo, tudo o que uma vida pode dar.

Mas estou aqui para dizer uma coisa mais apenas, que nesta jornada só me procuro a mim, no meio de dores e sofrimentos, sei que um dia encontrarei o meu próprio alento. Não deixo a esperança morrer, por mais que no dia de amanhã o sol não queira brilhar e entrar pela minha janela. Um dia chegará a minha vez. E o meu frágil coração continua à espera. Pois toda a tempestade acaba, e no fim um grande jardim de lindas flores se estenderá por entre os montes.

Não desperdices este espaço de partilha, espero que me acompanhes e que gostes do que lês!

 

Photo by Annie Spratt on Unsplash