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Expressão da Imaginação

Aqui solto a minha mente, para que ela possa sobrevoar os céus dos sete mares. Não posso especificar ao certo o que vou abordar aqui, pois a vida é tudo menos previsível. Mas fica um pouco e deixa te perder...

Expressão da Imaginação

Aqui solto a minha mente, para que ela possa sobrevoar os céus dos sete mares. Não posso especificar ao certo o que vou abordar aqui, pois a vida é tudo menos previsível. Mas fica um pouco e deixa te perder...

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Espelho do passado.

logan-ripley-285309.jpgEntre projetos inacabados eu perco-me. Gosto de tanto, mas tão pouco. Encontrar algo que nos agarre pelo peito e nos leve para bem longe é, por vezes, tão difícil. Talvez seja por isso que por cada vez que me olhe ao espelho veja o reflexo de um passado longínquo. Talvez, lá no fundo, eu tenha esperança de encontrar alguma resposta no meio de reflexos encantados, à espera que algum sinal tenha passado despercebido naquela época. Mas vejo-me cada vez mais presa e incapaz de perseguir novos rumos. Agarrada a memórias de quem partiu, palavras de quem me deixou, e abraços que já arrefeceram. Agarrada a quem me fez bem, por não querer perder o que a sua bondade tem para me oferecer. Mas agarrada também a quem me fez mal, e à dor que me trouxe, e a como não a posso esquecer para a reconhecer se de novo me bater à porta. Mas de nada serve. Se vivo no passado, vivo numa repetição de acontecimentos, num ciclo vicioso onde tudo se refaz de uma forma igual a anteriormente. Por isso, que venham as bondades! Que me encantem o coração, e o enfeiticem, para me deixarem algo novo a que me possa agarrar. Que venham as maldades! Que venham as lágrimas derramadas por quem não merece, pois eu estou pronta para cometer os mesmos velhos erros de novo, só para recordar como o meu coração sangrou e porquê. Tudo não passa de uma ilusão… Penso que estou a superar cada detalhe, mas só encontro mais pérolas perdidas para colocar ao pescoço. E ó… Como este colar pesa! E mesmo assim, aqui estou eu, revendo quem partiu, ouvindo de novo as palavras de quem me deixou, e abraçando de novo os fantasmas de quem se afastou e foi aquecer outras bandas. Hoje, ganho noção, mas ainda é recente e pequena. O colar ao meu pescoço impede-me de olhar em frente, pela quantidade ridícula de pérolas que trás consigo. Só espero que um dia consiga quebrar este feitiço.

 

Photo by Logan Ripley on Unsplash