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Expressão da Imaginação

Aqui solto a minha mente, para que ela possa sobrevoar os céus dos sete mares. Não posso especificar ao certo o que vou abordar aqui, pois a vida é tudo menos previsível. Mas fica um pouco e deixa te perder...

Expressão da Imaginação

Aqui solto a minha mente, para que ela possa sobrevoar os céus dos sete mares. Não posso especificar ao certo o que vou abordar aqui, pois a vida é tudo menos previsível. Mas fica um pouco e deixa te perder...

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Memórias que te entrego.

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Num testamento deixei-te dezenas de cartas que pensei jamais serem entregues. De todas as vezes que abri o meu coração acho que esta foi a mais difícil. Nunca eu pensaria que um dia terias acesso a todas estas palavras que eu considerava inalcançáveis ao teu mundo. Quase como se o que eu escrevia estivesse numa outra dimensão à qual tu não poderias aceder. Mas hoje chegou o grande dia em que te permito ler. Permito-te ler tudo, um pouco daqui e um pouco dali, e permito-te que fiques com todas as versões originais. Não me fazem falta. Quero seguir em frente, seguir um rumo onde tu nunca exististe. Onde eu não sei sequer pronunciar o teu nome. Quero esquecer-me que exististe e que eu te dei tanto sem nada receber. Não que isso seja mau, não me arrependo do que dei, só tenho pena de ter gasto todos os meus recursos emocionais em alguém que os desprezou. Não só os desprezaste como te trancaste perante eles, de forma a evitar a sua entrada e qualquer encontro vosso. Por isso hoje quem tranca a porta de casa, com medo de ser assaltada, sou eu. E assim como a tranco, coloco a tua tralha do lado de fora, para me libertar de tudo de ruim que restou de ti. Quando te arrependeres será tarde. Quando te arrependeres só poderás recolher as tuas coisas e deixar aquela lágrima, que manténs presa na tua face há anos, finalmente cair até ao chão. E perceberás que é tarde demais para tentativas falhadas de roubar o meu precioso coração. A porta fechou-se e com ela todas as tuas hipóteses. Sigo um novo rumo onde não sei quem és, mas ontem sabia que eras tu quem chorava perante palavras perdidas, encontradas num testamento que depois de aberto jamais será fechado. Hoje sei que a alguém dói o coração, mas não consigo sequer dizer o seu nome ou lembrar-me da sua face. Memórias que hoje magicamente estão distantes, sem elas sigo um rumo onde sou eu mesma, sem tirar nem pôr, com os recursos recarregados, e no peito um certo fervor.

 

Photo by Elena Ferrer on Unsplash

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