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Expressão da Imaginação

Aqui solto a minha mente, para que ela possa sobrevoar os céus dos sete mares. Não posso especificar ao certo o que vou abordar aqui, pois a vida é tudo menos previsível. Mas fica um pouco e deixa te perder...

Expressão da Imaginação

Aqui solto a minha mente, para que ela possa sobrevoar os céus dos sete mares. Não posso especificar ao certo o que vou abordar aqui, pois a vida é tudo menos previsível. Mas fica um pouco e deixa te perder...

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Uma escalada parada.

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Sobre os últimos anos pouco posso dizer. Parecia que estava no rumo certo, a escalar a minha grande montanha que me levasse ao topo, que me levasse ao meu auge, onde eu encontraria a melhor versão de mim graças a tudo aquilo que haveria perseguido. Mas apesar de me encontrar nessa mesma montanha, tal como seria esperado, nestes últimos anos não tenho feito o meu desejado percurso. É como se tivesse tropeçado em algum momento, e por pouco não caí colina a baixo, onde tudo poderia ter acabado rapidamente. Mantenho-me presa por um fio, e que fio! Fino, mas forte, mais forte que eu, mais forte do que algum dia eu poderia vir a ser. Um fio tão forte que me faz olhar para ele cheia de inveja. Porque é que algo tão pequeno e aparentemente frágil, tem a força inimaginável que eu sempre precisei? Será que isto é um sinal de que devo acreditar em mim? Será que é um sinal de que eu consigo, e nele vejo um mero reflexo da minha força? As hipóteses são várias. As que aqui descrevo, encantadoras até. O problema é conseguir acreditar nelas, ou numa apenas que seja! Não sei se me sinta segura com a força dele, pois não sei quanto tempo irá durar. Não sei se me consigo repor a tempo, antes que ele ceda, pois cansei-me de tanto tentar. É desesperante vermo-nos à beira da tragédia. Ver como tudo pode acabar em meros segundos, por nossa culpa apenas. Queria ter coragem, coragem para me levantar, coragem para me agarrar nestas rochas em vez de continuar a pairar. Não sei se tentei arduamente sair desta situação, seguir em frente. Mas sei que poucas energias me restam, poucas ou nenhumas. Sei também que me deparo constantemente com o desespero de puder cair. Mas a minha fé mantém-me sã. A esperança de puder sobreviver e chegar ao topo como sempre quis talvez me venha a dar a força necessária para subir. Ou no momento certo um forte sopro do nosso amigo vento irá me ajudar. Mas se há algo que eu pude fazer enquanto por estes ares foi refletir. Refletir sobre tudo um pouco e um pouco de tudo. E hoje percebo porque não alcancei o topo, porque fiquei anos aqui bloqueada. Porque a minha ideia de topo estava errada…

 

Photo by Martin Jernberg on Unsplash