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Expressão da Imaginação

Aqui solto a minha mente, para que ela possa sobrevoar os céus dos sete mares. Não posso especificar ao certo o que vou abordar aqui, pois a vida é tudo menos previsível. Mas fica um pouco e deixa te perder...

Expressão da Imaginação

Aqui solto a minha mente, para que ela possa sobrevoar os céus dos sete mares. Não posso especificar ao certo o que vou abordar aqui, pois a vida é tudo menos previsível. Mas fica um pouco e deixa te perder...

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Vinte e dois meses.

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Neste momento em que escrevo faltam seis dias para o teu aniversário. Mas não estarás cá para o celebrar. Seriam 87 anos, 87 anos de alegrias e batalhas vencidas, se não fosse a última que te levou de nós. No entanto este texto vem à vista de todos no dia que faz um ano e dez meses que nos deixaste… E todos pensarão que falo do meu avô, afinal ainda sou uma garotinha, a garotinha que tu disseste já não precisar de ti, mas pai, como tu te enganaste! Fazes-me falta a cada suspiro, fazes-me falta a cada segundo, a cada tropeço, a cada pequena vitória. Vitórias essas que jamais serão tão vitoriosas como outrora foram, porque hoje não as posso celebrar contigo do meu lado. As palavras lutam na minha mente, todas elas se dirigem a ti, todas elas querem ir para o teu lado, pois sabem o homem especial que eras. Eras, és, e sempre serás. É assim que te guardo no coração. Mas sabes que nem tudo é perfeito, e só te posso dizer o quanto eu receio! Receio esquecer-me do teu cheiro, da tua voz, do teu rosto, do teu colo… Só tu tinhas o dom de me acalmar, nos momentos de maior sofrimento vinhas devagarinho e olhavas para mim com aquela cara de desgosto, aquele olhar de “como posso eu ser tão incapaz de parar o sofrimento da minha pequena”, e só de pensar sinto as facas abrirem-me o coração. As lágrimas percorrem a minha face incessantemente, formam oceanos por ti, para mostrar a tua grandeza e força, para mostrarem que jamais serás esquecido por completo. Dói-me o peito, mas quando me falam de ti, sejam memórias mais antigas ou do fim, esboço um sorriso, um sorriso sincero, um sorriso que mostra o quanto me orgulho da marca que deixaste em cada pessoa cuja vida frequentaste. Mas admito, nunca me orgulharei tanto como da marca que deixaste em mim, a marca de pai confundido por avô, a marca de dedicação e de amor. E no meio de tanta lágrima sorrio, tal e qual como no naqueles dias escuros, pois as boas memórias permanecem e ressurgem mesmo no meio de tanta dor e sofrimento. As boas memórias mantêm-se no meu peito, mas o simples facto de seres tu que lá está torna qualquer memória numa bonita… E num suspiro por entre soluços de lágrimas que jamais param, espero que onde quer que estejas te lembres de mim, e te lembres to quanto eu te adorarei para sempre!