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Expressão da Imaginação

Aqui solto a minha mente, para que ela possa sobrevoar os céus dos sete mares. Não posso especificar ao certo o que vou abordar aqui, pois a vida é tudo menos previsível. Mas fica um pouco e deixa te perder...

Expressão da Imaginação

Aqui solto a minha mente, para que ela possa sobrevoar os céus dos sete mares. Não posso especificar ao certo o que vou abordar aqui, pois a vida é tudo menos previsível. Mas fica um pouco e deixa te perder...

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Vivências.

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O futuro é assustador. Já viram como no modesto espaço de um ano tanta coisa pode mudar? Vamos crescendo e tendo de decidir por ele, quando ele é imprevisível e dono do seu próprio nariz. Em pequenos limitamo-nos a brincar e aproveitar esses momentos ao máximo. Sonhamos em ser adultos e sabichões, ser livres e podermos ter tudo aquilo que agora não podemos. Mal sabemos nós que, quando pequenos, aí sim, somos os mais livres e os mais sábios. Os mais livres… Pois a nossa pequena mente é tão surpreendente, somos capazes de ver o que mais ninguém vê, enchidos de ousadia como mais ninguém tem. Os mais sábios… Pois jamais alguém consegue viver tão vazio de preconceitos, tão vazio que regras, tão vazio…. Mas tão cheio! Cheio de amor. Ó dócil coração… Ensina-me a ser melhor!

O futuro é assustador. Todos os dias há algo novo, algo a mais para aprender, algo absurdo que pensávamos que jamais viríamos a ver. Crescemos e temos de tomar decisões nas quais jamais tínhamos pensado, e nas quais ninguém nos havia aconselhado. Passamos por fases, hoje é a área que temos de escolher, amanha é o curso, a instituição, o que queremos ser. De seguida, quando nos apercebemos, lá estamos nós, de currículo na mão, há procura do melhor emprego... Rapidamente queremos assentar, encontrar alguém que nos mime, com quem possamos partilhar alegrias e tristezas e talvez até formar uma família! Tentamos controlar tudo mas não controlamos nada. O controle é fruto da nossa mente. Mas será mesmo?

O futuro é assustador. Calculamos a altura mais adequada para a família crescer, a casa mais em conta, as nossas perspetivas vão mudando, e ao mesmo tempo o mais trágico começa a acontecer. Vamos perdendo entes queridos, vamos perdendo os que nos educaram e nos viram crescer. Percebemos o quão frágil a vida é, e perguntamo-nos se vale a pena realmente viver… A idade vai aumentando, e assim as nossas fragilidades vão surgindo. Contamos os dias para ver os filhos crescer e nos deixarem, para rapidamente rezarmos para estar cá na próxima etapa.

O futuro é assustador. Tudo tão rápido, sem dó nem piedade. Hoje estamos cá, amanhã não estamos. Hoje somos ricos, amanhã nada temos. Hoje vivemos cheios de memórias, rodeados pela família, enquanto que amanha a solidão agarra-nos, e as memórias, tão distantes, começam a deixar-nos e tudo começa a perder o seu sentido. Como eu queria ser aquela menina no berço a chorar para que os papás me levassem de carro e eu dormisse uns soninhos! Como tudo o que era simples vira complicado! Como o tempo não perdoa, e trás a morte do seu lado.

Uns dizem para viveres cada momento ao máximo, outros são adeptos de darem um passo de cada vez. Só digo que é preciso equilíbrio, para isso e para tudo. Esta vida é um jogo perdido do qual jamais saberemos o próximo destino. Mas não podemos desesperar, temos sim que continuar a jogar. Por mais que percamos sempre teremos o nosso próprio recorde, e só esse devemos valorizar. O futuro é, realmente, assustador. Mas mais assustador que isso é não ter a oportunidade de o conhecer melhor.

 

Photo by Jake Thacker on Unsplash

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